segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Inevitável



Adversamente aprendemos que o verdadeiro amor é o contrário do desejo incontrolável da dor, dor retrospetivamente obrigatória, serena, defeituosa, mórbida. Dor frequentemente inevitável, dor inocente, inconsolável, atroz.
Ineditamente é sermos todos loucos, todos capazes de conquistas arriscadas, todos capazes de chorar sozinhos, todos capazes de uma gélida realidade atroz.
Iniludivelmente é um toque na alma, uma palavra, uma febre que se apanha lentamente, mas que mata num repente, é uma saudade de um sorriso, um enlevo permanente, um cheiro, um olhar atroz.
Inevitável é rirmo-nos dos que nos acham defeitos, rirmos dos nossos próprios defeitos, é apenas rirmos. É perder, arriscar, tentar, entender, simplesmente provar, coativamente atroz.
 Amar, é, inevitavelmente atroz.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Felicidade





Felicidade é fundamento, tem que ser distinto, tem que debulhar qualquer carreiro.
Felicidade palavra extrema, palavra envolta em padecimento, envolta em júbilos, em repartições violentas da dor.
Felicidade, som que vale em repetição, tem que ser diferente, tem que ser atroz, reciproca, profícua.
Felicidade, excerto coletivo para o edem, diária completa de vida, ideais, ensaios, fragmentos.
Felicidade é fundamento…

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Hoje



Hoje
Hoje é a noite,
É tempo de pensar que antes do hoje tudo acontecia,
Hoje, hoje é a noite em que um carinho deixa de ser a necessidade,
Hoje
Hoje é a noite em que o óbvio já não é importante,
A doença, a triste calamidade doentia, hoje acabou,
Hoje
Hoje é a noite,
É tempo daquela esperança burra de tudo dar certo acabar,
Hoje, hoje é a noite em que a vontade deixa de ter razão,
Hoje
Hoje é a noite,
É a noite em que me esqueci de fazer as malas e de te perguntar que estrada tomo,
Hoje, hoje é a noite em que percebi que não precisas mais de mim,
Hoje
Hoje é a noite.

Pois....